Todos os pais querem encorajar os filhos. Mas há uma diferença enorme, comprovada pela investigação, entre elogiar bem e elogiar mal. E, curiosamente, o elogio errado pode até prejudicar.
Elogiar o esforço, não a inteligência
"És tão inteligente!" parece um bom elogio, mas ensina a criança que o valor dela está numa qualidade fixa. Quando depois falha, conclui que afinal não é inteligente, e desiste. Já "esforçaste-te muito e nota-se" valoriza algo que ela controla: o trabalho. Isso dá-lhe vontade de continuar mesmo quando é difícil.
O erro faz parte de aprender
Uma criança que tem medo de errar não arrisca, não pergunta, não tenta. Ajudá-la a ver o erro como parte normal da aprendizagem ("erraste, vamos perceber porquê") tira a vergonha e a paralisia. Aprende-se muito mais com um erro percebido do que com um acerto por sorte.
Elogios concretos valem mais
Um "muito bem" vago passa ao lado. "Gostei da forma como organizaste este problema" mostra à criança que reparou de verdade, e ensina-a o que fazer outra vez. Quanto mais específico o reconhecimento, mais útil.
Reconhecer o progresso, não só o resultado
Nem sempre a nota reflete o esforço. Uma criança pode ter melhorado imenso e ainda assim não ter a nota que gostaria. Valorizar o progresso ("no início não conseguias e agora já fazes sozinho") mantém a motivação viva, mesmo quando o resultado ainda não chegou.
Perguntas frequentes
Elogie o esforço e o processo, não a inteligência. 'Esforçaste-te e nota-se' vale mais do que 'és inteligente', porque valoriza algo que a criança controla. E seja concreto: dizer o que gostou ensina a criança a repeti-lo.
Pode fazer. Ensina a criança que o valor dela está numa qualidade fixa; quando falha, conclui que afinal não é capaz e desiste. Elogiar o esforço protege a motivação perante as dificuldades.
Valorizar o progresso e não só o resultado. Reconhecer que a criança melhorou, mesmo que a nota ainda não acompanhe, mantém a motivação viva e evita que desista.
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